Nunca coloquei um despertador pra levantar no domingo pra ver uma corrida, nunca fiz assinatura de revista de automobilismo e não tenho página sobre corrida na minha lista de favoritos. Gosto de Formula 1 como muitas pessoas gostam, sem ser a coisa mais importante do mundo, mas como um esporte interessante.
E sinceramente gostei do que aconteceu ontem com o Felipe Massa. Mostrou que ele não gosta do esporte, e não merece ganhar nenhum mundial. Se gostasse jamais entregaria a posição para Alonso como entregou, servilmente acatando uma ordem velada e covarde. Se ele cedesse passagem em respeito ao companheiro de equipe, seria algo muito digno, coisa de quem respeita todos os competidores. O que ele fez ontem foi aceitar se tornar um capacho.
Os defensores do anão-da-língua-plesa podem até apelar e dizer que a Ferrari é uma equipe, um time ou coisa do tipo. A Ferrari é uma empresa e se comportou como tal ou então não haveria necessidade de uma fala tão calhorda quanto:
-Alonso esta andando mais rápido do que você. Entendeu a mensagem?
Trapalhada digna de um Didi, aquele zumbi que, também aos domingos, às vezes aparece na TV em busca de mais dinheiro. Com piadas sem graça e um humor sem vida Renato Aragão continua seu papel de bussines-man.
Enquanto isso os verdadeiros humoristas continuam vivos, na lembrança e no carinho de muita gente. Zacarias e Mussum recebem merecidas homenagens por tudo que fizeram ao levar o riso para a casa das pessoas.
Já os capachos e os homens de negócios passam, ou se deixam passar.
Felipe Castanheira

Podemos ser solicitados a tomar determinadas atitudes porque o empregador mandou. Afinal, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Agora, aquele que passa por cima de seus princípios porque o patrão pediu, mostra que não os tem ou que são muito frágeis.
Há sempre a opção de dzer não. Aqueles que acham que não há, já não têm princípios dignos há muito tempo.
A discussão é muito mais que esportiva. É moral.