Presentes (de grego) para a cidade

08 de junho de 2011 às 15:07

Nos últimos dias a cidade está ganhando “enfeites” que não acabam mais. Impressiona como novas placas tipo outdoor ou mini-outdoor aparecem da noite para o dia. Normalmente caminho pelas manhãs de minha casa até a sede do SETE DIAS. Só neste caminho que vai da rua José Duarte de Paiva até próximo a Rodoviária foram instaladas diversos aparatos do tipo. Tenho que admitir que o pessoal que faz este (de) serviço trabalha bem: num dia colocam as placas, noutro ela aparece com a propaganda que lhes convêm.

Sete Lagoas é uma cidade comercial, então papel prá colar não falta. As placas anunciam lojas do shopping, shows diversos, serviços funerários, vendas de veículos, etc. Ecléticas, horríveis e com licença (ou não?) para poluir o visual da cidade. Se os departamentos competentes da Prefeitura não tomarem providências aonde esta situação vai chegar? Espero que não chegue longe.

Por Renato Alexandre

O retorno

25 de janeiro de 2011 às 14:59

Voltamos. Na verdade fazia tanto tempo que até da senha tinha me esquecido. Mas, vamos lá. Parei de postar quando meu amigo Fred Resende se foi. Foi um baque, confesso que desanimei. Continuei acompanhando os blogs dos amigos (Flávio de Castro, no Prelo – do Marcão – e outros) e hoje decidi voltar com o nosso. Vou atiçar o Martinelli prá também entrar (ou voltar) para este espaço.

Temos assunto que não acaba mais. Sete Lagoas distribui, esbanja é muito pródiga em temas que nos permite fazer comentários de todo tipo. Sérios, hilários, históricos e do cotidiano, que venham novos posts.

por Renato Alexandre

Momento de luto

09 de setembro de 2010 às 13:57

Hoje estamos tristes. Perdemos um grande amigo, companheiro prá toda hora. Fred Rezende, jornalista, homem alegre, alto astral e acima de tudo íntegro. Nos deixou de forma bruta, teve a vida ceifada por um acidente de trânsito. Um momento muito difícil para todos nós, de dor e consternação.

Sinceros votos de pesar, para toda a família. Que tenham força para superar esta insubstituível perda. Os amigos ficam para lembrar os grandes momentos de alegria e oferecer apoio aos mais próximos.

Para nós, aqui do SETE DIAS, o momento também é de muita dor. Vamos ficar com as lembranças das parcerias, do trabalho coletivo, das risadas nos programas de rádio e também das resenhas que nos aproximaram cada vez mais. Fico no final com uma grande frase: “Boas pessoas não morrem. Elas apenas deixam de viver do nosso lado para viverem ao lado de Deus”. Certamente Fred está lá, lugar divino também dotado de uma redação. Onde ele será o editor.

Por Renato Alexandre

Chega logo 3 de outubro

24 de agosto de 2010 às 16:42

Sete Lagoas e o Brasil vivem o clima de mais uma eleição. Desta vez, o que chama a atenção é a maneira que as campanhas foram para a rua. Em nossa cidade, por exemplo, o destaque são os cavaletes. Isto mesmo, cavaletes horrorosos que estão sendo espalhados por praças, canteiros, calçadas e em qualquer lugar onde possam atrair a atenção dos leitores.

Mas, os cavaletes, não estão solitários nesse concurso de decoração de extremo mau gosto. Os muros da cidade recebem os tradicionais lambe-lambes. Antes esta porcaria só era executada por promotores de eventos, agora chega quem pleiteia um cargo público e faz a mesma coisa.

O interessante é que, pelo menos, em outras campanhas o candidato era obrigado a investir (gastar) mais em sua caminhada rumo ao cargo tão sonhado. Agora, ele contrata umas duas pessoas prá espalhar cavaletes outras duas prá lambuzar os muros e afixar cartazes e está feita a bagunça, ou melhor, a campanha.

A, antes que me esqueço, tem mais gente trabalhando nas campanhas. Os motoristas dos carros de som. Mais uma forma de poluir a cidade. Não bastou a poluição visual, tiveram que promover a sonora. Chega logo 3 de outubro.

Por Renato Alexandre

Sobre a arte de perder palavras

29 de julho de 2010 às 13:43

Uma coisa interessante de trabalhar em jornalismo é a possibilidade de perder palavras. Um bom texto exige, entre tantas outras coisas, um amplo léxico gramatical (gostaram?) para não ficar repetitivo. Problema que se agrava com o cronômetro da redação, onde, por um descompasso cósmico, o tempo passa ainda mais rápido.

Então você se embala, escreve rapidamente, o texto parece fluir por seus dedos até o teclado, tudo bem organizado, o mais importante antes o menos importante depois, as falas dos entrevistados se costuram e de repente você para! “Qual é a palavra mesmo?”, você pensa e tempo continua correndo, as amarras que ligam toda a ordem do texto que ainda ia aparecer na tela vão se desmanchando.

Passar pra frente? Colocar um asterisco no lugar e depois voltar? Repetir mais uma vez o que já esta na linha de cima? E o tempo voando…

Na cabeça os pensamentos ricocheteiam procurando a expressão perdida: “Perai, é isso… não é quase isso, parece aquela outra palavra… ta vindo, sim é isso! Não, não é isso. Achei! Paralelepípedo essa é a palavra”.

E o pior é que, quanto mais simples e usual é o que você pretende achar, mais difícil isso se torna. O que leva o exercício a ser também um pouco mais frustrante.

Fico imaginando se em outras condições isso pode acontecer. Você esta jogando futebol, recebe a bola, domina joga na frente, levanta a cabeça. O atacante livre pela esquerda, você puxa a perna e… “Como é mesmo que a gente lança?” Nisso o jogo para, jogadores congelados por todo o campo e só correm seus pensamentos e o tempo da partida. “Hum, peraí, é isso! Toco com o peito do pé, olhando pra onde vou mandar a bola”. O tempo volta a correr, sua perna desce em direção a bola “NÃO, não, não tudo errado. Eu olho pra bola e…” E lá esta você chutando o chão para deleite dos adversários e raiva de seu companheiro de equipe.

Escrever pra uns, como no meu caso, é trabalho, e as diferenças entre as ocupações de cada um são realmente interessantes. Mas isso fica pra outro dia.

Escrito, toscamente revisado e lentamente pensado por Felipe Castanheira

Cruzeirense ganhando camisa do Galo, só aqui no Sete Dias

28 de julho de 2010 às 14:37

Uma família de, até então, cruzeirenses veio buscar a camisa do Atlético ganha pela pé-quente Maria Carmen Pereira de Souza.

Maria mandou uma delegação composta por Robson Carvalho, Ana Carolina de Souza e João Pedro de Souza para receber o fruto de sua sorte.

Ana Carolina, que tem 11 anos, gostou tanto do prêmio que ficou em dúvida se vendia a camisa ou virava atleticana. Enquanto isso, João Pedro não se fez de rogado e fez pose para as fotos.

Soccer_Ball_by_xKeepYourSoulx cópia

O jornal SETE DIAS continua com bola no pé e sorteios no site. Às 16 horas de hoje começam as inscrições para concorrer a 30 ingressos para o jogo entre Democrata e Villa Nova. Confira em www.setedias.com.br e boa sorte.

Trapalhadas da Formula 1

26 de julho de 2010 às 16:30

Nunca coloquei um despertador pra levantar no domingo pra ver uma corrida, nunca fiz assinatura de revista de automobilismo e não tenho página sobre corrida na minha lista de favoritos. Gosto de Formula 1 como muitas pessoas gostam, sem ser a coisa mais importante do mundo, mas como um esporte interessante.

E sinceramente gostei do que aconteceu ontem com o Felipe Massa. Mostrou que ele não gosta do esporte, e não merece ganhar nenhum mundial. Se gostasse jamais entregaria a posição para Alonso como entregou, servilmente acatando uma ordem velada e covarde. Se ele cedesse passagem em respeito ao companheiro de equipe, seria algo muito digno, coisa de quem respeita todos os competidores. O que ele fez ontem foi aceitar se tornar um capacho.

Os defensores do anão-da-língua-plesa podem até apelar e dizer que a Ferrari é uma equipe, um time ou coisa do tipo. A Ferrari é uma empresa e se comportou como tal ou então não haveria necessidade de uma fala tão calhorda quanto:

-Alonso esta andando mais rápido do que você. Entendeu a mensagem?

Trapalhada digna de um Didi, aquele zumbi que, também aos domingos, às vezes aparece na TV em busca de mais dinheiro. Com piadas sem graça e um humor sem vida Renato Aragão continua seu papel de bussines-man.

Enquanto isso os verdadeiros humoristas continuam vivos, na lembrança e no carinho de muita gente. Zacarias e Mussum recebem merecidas homenagens por tudo que fizeram ao levar o riso para a casa das pessoas.

Já os capachos e os homens de negócios passam, ou se deixam passar.

Felipe Castanheira

A grande revelação

23 de julho de 2010 às 16:43

Hoje vamos desvendar o grande segredo da Copa de 2014. O nome da bola sucessora da mágica Jabulani será “Marafo de Exu”. Ornadas de vermelho e preto, que lembram uma vela de macumba, as bolas estão sendo preparadas para realizarem bailados ainda mais desconcertantes que suas antecessoras africanas.

Durante a calada da noite, xamãs especialmente treinados pela Adidas deixam as Marafos de Exu, devidamente acompanhados de uma galinha preta, uma porção de farofa e um charuto, em encruzilhadas das cidades sedes dos jogos. Antes do amanhecer a equipe Kinder des Vaters Ogum, recolhe as bolas já devidamente mandingadas e com uma Pomba-Gira devidamente amarrada dentro de cada bola.

Em seguida as pepitas seguem de helicóptero para o Rio de Janeiro, mais especificamente para o Morro do Borel, onde passam por um breve despacho realizado pelo famoso místico Mãe Gilberta Vil (atenção leitores, de fato se trata de um Pai de Santo chamado Mãe Gilberta Vil, a aparente contradição serve apenas para aumentar sua aura mística). Despacho este que consiste em uma sentada rápida, raramente passa de 7 minutos, e individual em cada uma das bolas. Segundo Mãe Gilberta tal ritual é de suma importância “para que a empresa tenha certeza que o santo dentro de cada bola é da melhor qualidade”.

Pessoas que já viram o comportamento da esférica em campo dizem que o resultado é surpreendente. “A bola parece ter vida própria, ela se mexe sozinha. Vai para onde quer, dependendo do jogador ela vai mais rápida ou mais devagar. Ela não dá efeito, faz curvas de mais de 90 graus. Chega a dar medo”, relatou um Atleta de Cristo que prefere não se identificar.

Vozes da penumbra chegam a relatar que a Adidas entregou, ainda durante a Copa, uma Marafo de Exu para a avaliação de Kaká. Renomados numerólogos e tarólogos brasileiros afirmam ser esta a razão para o destempero do Bambino D’oro durante os jogos em terras Sul-africanas.

O repentino sumiço de Galvão Bueno depois da Copa tem origem em uma viagem cabalística por pontos sagrados para encontrar o tom de voz correto para a locução do grito tema da copa: “Chuta que é macumba!”

As informações aqui colocadas estavam registradas em uma folha costurada dentro da boca de um sapo-boi encontrado em uma encruzilhada na Esplanada dos Ministérios. No verso da folha estava o orçamento do Pan do Rio.

Felipe Castanheira descosturou a boca do sapo

A mística de 2014

22 de julho de 2010 às 14:52

Depois do sucesso em torno da magia da Jabulani, cantada em verso e prosa na voz do trovador Cid Moreira, a Adidas resolveu apostar no esoterismo para a copa de 2014.

A primeira prova foi a mudança feita às pressas na logomarca. Todos estranharam o tanto que logomarca ficou feia, mas poucos sabem o real significado por trás desta emblemática imagem.

Recentemente foram publicados estudos de vários doutores em semiótica onde fica comprovada que trata-se de uma alusão ao grão mestre espírita tupiniquim Chico Xavier em um momento de psicografia.

Os mais atentos já podem ter reparado na semelhança, mas os mais incautos podem ver nas imagens abaixo a razão de ser de nosso totem espiritual.

logocopachico

Infelizmente não conseguimos encontrar em nossos arquivos uma foto onde Chiquinho psicografa da forma em que ele se sente mais a vontade, ou seja, com os óculos – que na logomarca foram estilizados nos números 2014, que segundo os estudos semióticos representam a clarividência de Chico Xavier.

Os mais pessimistas já afirmam que na verdade o líder espírita esta é tampando os olhos para não ver na m#rd* que vai dar esta tal Copa. Mas tratam-se apenas de opiniões maldosas de pessoas que não tem compromisso com nossa pátria, pessimistas da pior qualidade que tanto fazem mal ao país.

Acreditar ou não no que é relatado aqui é de inteira responsabilidade do leitor. Mas em caso de dúvida, escreva uma carta e pergunte ao Paulo Coelho, ele não vai deixar de mostrar a verdade por trás dos fatos.

Mal e porcamente psicografado por Felipe Castanheira

Presente prá uns…

20 de julho de 2010 às 16:15

Figura1Ontem dois fatos chamaram a atenção de torcedores que deixam qualquer compromisso de lado para ver um jogo de futebol. As diretorias do Galo e do Cruzeiro anunciaram medidas para atrair os seguidores dos times à Arena do Jacaré. Comento as decisões com ponto de vista de um sete-lagoano:

Para os cruzeirenses de Sete Lagoas a notícia foi ótima. O ingresso do time da Toca da Raposa passou de R$ 40,00 para R$ 25,00. O de Cadeira caiu de R$ 80,00 para R$ 50,00.

Já para os atleticanos a novidade não fede nem cheira. No jogo do Galo os ingressos continuarão com preços amargos (ou salgados?): cadeira comum R$ 40,00 e especial a R$ 100,00. A fato novo é que os torcedores de Belo Horizonte terão ônibus de graça para viajar os 60 quilômetros até Sete Lagoas. Quem está aqui e torce pro Galo não recebeu nenhum “presente”. Vai continuar pagando caro para freqüentar um estádio que está no quintal de sua casa.

Por Renato Alexandre